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CONSOLAÇÃO - SÃO PAULO

CONSOLAÇÃO - SÃO PAULO

REESTRUTURAÇÃO URBANA - PRAÇA ROOSEVELT

2007 - 2012

1990 / 2012

RECONSTRUINDO UM LUGAR

A nova Praça Roosevelt, reinaugurada em 2012 é resultado das intervenções e das obras de readequação das estruturas remanescentes das demolições efetuadas no referido espaço, tendo como base os estudos e projetos desenvolvidos pela antiga Empresa Municipal de Urbanização - EMURB (Atual São Paulo Urbanismo) desde o final dos anos 70. A proposta de demolição da lajes acima dos estacionamentos desenvolvida no ano de 1995, como também,  os posteriores estudos de ocupação do espaço remanescente das demolições propostas foram desenvolvidos desde o seu início pelo arquiteto Rubens Reis, quando da sua atuação de mais de 20 anos na respectiva empresa de urbanização.

Inaugura em 1970, a antiga Praça Roosevelt foi construída dentro de um contexto marcado pelo chamado "Milagre Brasileiro" e pelos reflexos do processo de metropolização neste espaço da cidade marcado por intervenções para ampliação do sistema viário da cidade.

Ufanisticamente, nos anos 70 a nova Praça Roosevelt nasceu como exemplo de modernidade e eficiência, como expressamente afirmava um de seus autores à época: "A Roosevelt não tem comparações no mundo, é diferente das novas praças de Montreal, como é superior ao Lincoln Center em Nova York". Ou em como em outra afirmação: "A Roosevelt é mais que uma praça, é um sistema viário, edifício e viaduto"

Grandiosa nas suas dimensões, nas suas exuberantes formas e na sua complexidade funcional, a icônica praça foi acumulando ao longo do tempo uma série de problemas relativos à sua gestão, administração, uso e manutenção, acabando assim, por provocar a sua contínua degradação que perdurou do final dos anos 70 até a primeira década de 2000.

A praça tornou-se um grande problema da Administração Municipal. Muitas propostas e alternativas foram lançadas no intuito de solucionar o problema, mas infelizmente (ou até mesmo felizmente) não foram adiante.

Em 1995 a estratégia centrada na remoção do excesso da massa construída, dos obstáculos visuais e de acessibilidade foram adotados como premissas projetuais e diretrizes de intervenção pela Empresa Urbanização - EMURB, a proposta de demolição das estruturas e da extensa massa construída finalmente é adotada pela administração em 2001.

Dentre os principais pontos do novo programa destacam-se a ampliação da acessibilidade, a abertura das esplanadas da Consolação e Augusta (com o fechamento dos vazios existentes) e a articulação com o entorno, antes totalmente obstruído. O projeto também tirou partido dos "caixões perdidos" da estrutura remanescente para a criação de grandes floreiras/bancos para o plantio de árvores e a ampliação das áreas permeáveis e de vegetação.

De acordo com as demandas locais do momento, o programa também contemplou a manutenção das floriculturas através da criação de um novo espaço adequado, sob um grande pergolado, como também, a manutenção das bases da polícia militar e da guarda metropolitana. O projeto original (alterado durante a execução da obra) contemplava ainda um Telecentro que acabou não sendo construído e sanitários públicos, que mesmo sendo construídos não foram abertos ao público.

Após a sua reinauguração a praça se transformou em um dos mais importantes espaços públicos da cidade, importante mas não sem conflitos.